sábado, 25 de agosto de 2007

O político, o padre e o bêbado.




O vício de escrever manteve-se inerte durante um tempo. Não que eu não esteja “rugindo” durante todo esse período, que mais parece uma eternidade, mas que tenho me inspirado para outras coisas... Coisas maiores, aliás, gigantescas, faraônicas, se me permitem a expressão. O que é, eu não vou contar – ainda – pra não acabar com a surpresa (se é que essa irá haver), mas é algo que está me fazendo bem.

O rugido voltou hoje, enquanto eu caminhava pela amando, aquele formigueiro abarrotado de pessoas, cuja maioria não está sempre tão limpa ou tão cheirosa como se possa desejar – e isso para ser eufêmico!

Pois bem, lá vamos nós. Estava eu numa loja comprando uma tela de pintura (para a minha mãe) e, de repente, saído das mais profundas trevas eleitorais, me surge o carro branco de um político. E lá estava o dono do carro, encarapitado no volante, cheio de pompa a passear pela rua abarrotada de gente, como se estivesse numa passeata ou algo do tipo.
O pior nem mesmo foi isso. O cúmulo do cômico foi quando ele olhou para dentro da loja e viu a mim! (E sei que só pode ter sido a mim, pois me certifiquei de que só eu olhava para o dito-cujo.) E, com toda a cara-de-pau de alguém que nunca me viu na frente, acenou para mim, como um papa acena a seu mais fervoroso fiel! E eu garanto, com todas as minhas forças, que minha expressão não tinha nada a ver com admiração.
O motivo dele ter suspeitado que eu o permitira tal coisa, a mim é completamente desconhecido. Fiquei tão horrorizado quanto poderia ficar com esse ato. De fato, tão estupefato a ponto de não conseguir desdenhar nem sequer uma careta ao vil!

Outra coisa: saindo da loja, caminhando pela rua (e, meu deus, quanta gente diferente junta), topei com um padre! E sei que era padre por que o santo estava de batina e tudo! Batina preta, de botão, até o pé, como se ignorasse completamente o calor e seu próprio rosto, mais banhado em suor que o de um trabalhador braçal!
Atrás dele vinha uma pequena, mas não ignorável, corja de carolas. Três, ao todo, olhando-o como um ser inumano! Um verdadeiro herói! Um argonauta nesses dias de satanismo! Mas a visão se tornaria ainda mais bizarra, pois, no meio do caminho, o padre cruzou com um bêbado!
E lá estava o pinguço, com uma garrafa quase vazia de vila velha na mão (argh), com a maior expressão de paz e contentamento que vocês podem imaginar. Uma calça social esfarrapada, cujo bolso parecia dez vezes maior que o normal e, acreditem se quiser, desse mesmo bolso, saía um saco de pão! (se estava com pão dentro ou não, prefiro nem saber!). Chinelo de dedo, camisa quase aberta de tudo e um boné sobre toda essa mistura incoerente.
Como se não bastasse a estranheza, o padre parou diante do desafortunado mendigo e, com toda a autoridade do destino, abriu a bíblia que carregava em baixo de seus suados braços, sendo vistoriado pelas carolas e por uma pequena multidão de olhares.

Pôs-se então a pregar, em negação ao demônio da bebida, num ritmo enlouquecido que somente um profeta conhece. Gostaria de poder transmitir toda a peculiaridade da cena. Pois, além de estar sendo praticamente exorcizado, o bêbado põe-se a cantarolar e rir, como uma criança enfadonha. Aparentemente desistindo de expurgar o capeta que ali residia, o santo padre tomou seu rumo, junto com sua confraria de carolas. O bêbado por sua vez, fez o que todo bêbado faz. Saiu dançando e berrando pelo formigueiro, mexendo com todas as mulheres que pudesse distinguir como tais.

Três figuras bem diferentes essas. Um político sorridente, um padre arrebatado e um bêbado alegre.
Sinceramente, o que mais me causa simpatia é o bêbado. Ora, ele está sendo apenas ele mesmo. Deixe a criança interior do pobre coitado brincar de Peter Pan alcolizado.
Quanto ao político. Não consigo reconhecer mais fervoroso tapado! Como ele sai distribuindo acenos por aí? É quase como uma puta (com o perdão da palavra) que sai exercendo a profissão de forma gratuita. Ignorando amigos e inimigos. Um verdadeiro zumbi social sem auto-estima ou personalidade.
E o padre... Bem. Alguém que sai de batina preta, com uma bíblia nos braços e um exército sacristão nas costas em plena Amando de Barros, lendo salmos a mil para um bêbado em plena garganta, não pode estar no auge de sua sanidade mental, não é?

Sinceramente... E tem gente que vai até as cidades vizinhas pra ver o zoológico!
Como diria minha “querida” professora de Literatura “isso daria uma crônica!”.
Ah, se daria...

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O Valor da Hipocrisia




Nota-se um fenômeno estranho existente nas pessoas. Eu o chamaria de hipocrisia, mas não tenho vontade e nem mesmo o intuito de ofender ninguém com este post. Mas, como já está declarado que o considero como hipocrisia, está claro que já devo ter deixado pessoas bravas. Mas, não me importo, continuarei chamando-o assim, pois é assim que o vejo.


Falei o que acho que tal “aspecto” da personalidade grupal – pois isso acontece somente em grupos – das pessoas, mas ainda não disse qual é o dito cujo do fenômeno irritante.
É ele, e somente ele, aquele no qual as pessoas supervalorizam outras pessoas sem motivo. Ou então como elas, de forma estranhamente incoerente, passam a dá-las valor quando partem – e quando digo partir, não me atenho ao sentido fúnebre da palavra, mas no geral, sendo que as pessoas podem partir simplesmente indo embora do meio onde estão.

De certa forma, é estranho, para você, leitor, o motivo de eu estar escrevendo sobre isso – sempre supondo que você não conviva comigo todos os dias e, especialmente no dia de hoje quando, repetidamente, este fenômeno se pronunciou. O motivo eu prefiro não revelar, uma vez que pessoas poderiam ficar descontentes e, como sou um pacifista, não tenho essa intenção.
Vou expor duas situações a você:

Primeira Situação: Uma pessoa, a qual, evidentemente, parte do grupo detestava, outra parte simplesmente tinha nojo, outra simpatizava e a outra venerava. Imaginam tal pessoa? O.K. Ela se vai. Até aí tudo bem. É de se esperar que as pessoas que a detestasse ou tivesse nojo dela ficassem jubilosos com tal notícia, ou mesmo se mantivessem sem demonstrar sentimento. Mas não... As pessoas agem como se realmente estivessem chateadas!

Ora, por Deus! A quem querem enganar estes? Que máscara mais estúpida vestem, sem pudor ou vergonha nenhuma! É quase como se a Rússia ficasse alegre diante da ascensão dos Estados Unidos como potência mundial! Uma hipocrisia sem limites, é isso que eu digo. É isto que eu vejo. E o que eu vejo ruge por meus dedos!

Segunda Situação: Uma pessoa joga a outra fora. E a “jogada” age como se o “jogador” fosse a criatura mais perfeita que caminhasse por sobre duas patas. Estaremos ainda diante da incapacidade visual romântico-estúpida de não vermos com nossos próprios olhos a realidade nua e crua? Será que as pessoas não conseguem enxergar nada mais do que simplesmente querem ver?

Evoco novamente o uso da razão. Que tipo de coerência e amor-próprio tem essa pessoa? Qual será o grau de miopia dela? Como, depois de tal humilhação, pode se erguer em cima da imagem, esta criada por sua própria imaginação, de que tal pessoa que a humilhou é perfeita? Ora, onde nós estamos?


Enfim. Isso só serve para ressaltar minha visão de que as pessoas clamam pela própria auto-destruição e pelo próprio juízo final. É quase como se implorassem. É uma versão triste do comportamento das pessoas. Eu espero estar errado.
Espero sinceramente que esta seja uma exceção do comportamento humano, causado por insanidade temporária ou qualquer coisa do gênero!

Espero. Mas não acredito.
É demais pedir um pouco de coerência para as pessoas.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Quase nada...



Talvez falar de tudo e, conseqüentemente, de nada, seja a forma mais complicada de se escrever. E talvez seja a mais correta também.
Digo isso por que hoje me vieram à cabeça vários assuntos sobre os quais escrever. E todos eles rugiram ao mesmo tempo. (se não sabe o que eu quero dizer com “rugir”, leia o texto anterior.)
Mas não vou falar sobre tudo.
Apenas dois temas. Acho que, inicialmente, você não vai conseguir entender a relação entre eles. Até por que não há muita... Mas também há demais.
Espero que tenham assistido às aulas de história... e tenha uma boa imaginação. Lá vai.

Imaginem um cavaleiro medieval, vestindo sua melhor e mais pomposa armadura prateada. Encarapitado em seu cavalo branco e todas aquelas coisas mais. Poderia descrevê-lo agora... mas seria perda de tempo.
Pelo que um cavaleiro desses lutava? Por honra? Por sua pátria? É. É assim que vejo esse cavaleiro. Mas esqueçam a parte de lutar. Só imaginem essas duas coisas como seus pensamentos! Pensamentos de um herói medieval!

Medieval.
Faz tempo. Não? E acho que todos nós esperamos que tenhamos evoluído um pouquinho.




Vou começar pelo primeiro tema: honra.

“A honra é, objetivamente, a opinião dos outros acerca do nosso valor, e, subjetivamente, o nosso medo dessa opinião.” – Arthur Schopenhauer

“Quem me rouba a honra priva-me daquilo que não o enriquece e faz-me verdadeiramente pobre.” -
William Shakespeare

“O que é a honra ? Uma palavra. O que há nessa palavra honra ? Vento.” -
William Shakespeare


Um psicoterapeuta e filósofo e um escritor e poeta. São duas visões diferentes. Mas não muito.

Há pessoas que usam dessa palavra “honra” (vento, concordo eu) para tentar intimidar, subjugar, controlar e induzir as outras.
Já tem outras que nem sabem o que esta significa. Só leram em qualquer lugar e ficam profanando os ouvidos alheios com repetições mil dessa individua tão amada por aqueles de mente fraca e coração ignorante. Me pergunto se estes acham que “honra”, é uma palavra bonita e, então, para tentar fazer-se culto usa-a como um papel higiênico. Para limpar merda.

Mas não tenho a intenção de ser agressivo.

A questão é que... se evoluímos tanto depois do período medieval, onde matava-se por qualquer coisa, por que motivo/razão/circunstância devemos continuar a dar valor a uma palavra tão vazia? Sim, vazia!
Vejam bem... Não estou dizendo que devemos abdicar a nosso orgulho e nossos valores. Por que isso tudo não é honra! Honra é aquilo que pensam sobre o que você faz. É o ato de se importar com isso.

Honra é um ato. Não um valor. É um pensamento medieval. Não uma idéia racional.
Honra é um papel higiênico.

É o que eu acho. E o que eu acho é que me faz agir. Não o que os outros acham que eu deva pensar. Ao inferno com as convenções.



A seguir vou falar de outro valor medieval ainda adotado: patriotismo.


“O nacionalismo é uma doença infantil; é o sarampo da humanidade.” – Albert Einstein

“A honra nacional é uma espingarda carregada.” -
Émile-Auguste Chartier


Um cientista/filósofo e um poeta/filósofo.

Não é novidade que concordo com os dois também.
Simplesmente não consigo entender, ou sentir isso que chamam de patriotismo. Amar um pedaço de terra? Matar por uma porção de terra!?

Estava conversando hoje sobre isso com uma amiga. Ela discordou de mim. Disse que nacionalismo e amor à pátria não é reverência a um pedaço de terra, mas aos costumes do povo que vive neste pedaço de terra.

Ora, então, pensando nesse âmbito, por que então o amor é dividido entre estados nacionais e políticos? Por que o “nacionalismo” não é um sentimento global? Afinal, não somos todos parte do grande povo que é o mundo? Não somos cidadãos globais antes de ser nacionais?

Para mim, esta é apenas mais uma desculpa para o ser humano promover os mesmos absurdos inteligentemente injustificáveis.
Para mim, o patriotismo é um sistema operacional de política. Da mesma forma que o Windows é um sistema operacional de um computador.

Tanto tem fundamento o que digo que Hitler se aproveitou disso. Foi ele o maior patriota da história. Foi ele quem buscou um motivo para exterminar milhões. E onde encontrou este motivo? No amor medieval e parcialmente patético que o humano tem a render para uma porção de terra.
Isso não tem nada a ver com costumes. Se assim fosse, com a globalização, seriamos um só país. Uma só cultura.

Isso tem a ver é com o monstruoso ser humano. Que, como eu e você, tem a mania de se auto-destruir.






Um post revoltado, para um rugido em revolta.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Música e Rugido...

Veio o rugido. E tudo se foi. Sobrou só a latente vontade de escrever. É isso que eles chamam de inspiração, eu acho.

Rugido. É uma expressão estranha. Mas eu não consigo pensar numa melhor. Então, suponho que seja essa a expressão certa.
É como se houvesse um grande leão adormecido dentro de mim – ou talvez seja um pedaço de mim. Enquanto ele dorme estou sempre andando pela linha do que eu gosto de chamar de “vontade medíocre”. Mas acho que você não está entendendo nada. Vou tentar explicar. Se puder...

Enquanto o Grande Leão dorme, sou guiado por vontades compreensíveis, plausíveis e racionais. Porém, vez por outra, ele levanta sua enorme cabeça dourada e abre seus olhos – e estes parecem imensos! Quando ele faz isso, uma nova coisa explode dentro de mim.
Acontece quando eu escrevo exatamente isso.

Stephen King, em sua coleção “A Torre Negra”, traz à tona sua opinião de que não é o escritor aquele que produz a história. Ele é só aquele que a materializa. A história flui por ele, como se fosse um rio, ele só está no meio do rio, sentindo a correnteza e tentando descrevê-la.
Acho que ele está certo.

No meu caso, existe esse Grande Leão – talvez essa imagem de leão seja uma influencia de um livro que li, no qual o leão era o personagem mais fascinante e complexo que se pode imaginar.
Quando ele ruge, eu simplesmente não posso deixar de ouvir. Não posso deixar de obedecer. É quando o rio corre com mais força. Tanta força que, durante um tempo, me carrega com ele.


O por quê de eu estar escrevendo esse monte de... parecem sandices, não é mesmo? Bom, mas não são. E, se forem, são as sandices mais reais que eu já escrevi.
Estou escrevendo por que sinto que preciso escrever sobre isso. Por que sei que preciso escrever. Esta é a vontade dele; do leão.

Talvez minha imaginação tenha criado esse personagem para simplesmente explicar meus ímpetos de vontade, inspiração, raiva, felicidade e todas as outras emoções extremas que eu conheça. Mas, se ela criou... não acho ruim. Até gosto da idéia. É perigosa.
Sabe... em todas as melhores histórias de ficção que eu li, o mundo-fantasia fora criado através de uma música. O mundo de Tolkien e C.S Lewis, em principal, eu acho (e acho isso por que, talvez, sejam os que mais me influenciaram).
Acho que o lugar onde esse leão mora, foi criado através de uma música também. Mas não posso dizer qual. Eu não sei qual é. Mas, bom... Quando ele ruge, não faz diferença onde é ou deixa de ser.

O rugido é a única coisa que significa. Por que ele me faz seguir adiante e, acima de tudo... ele forma o que eu sou. Talvez, então, eu possa dizer que meu espírito é filho de um leão, quem sabe... E este é um pensamento agridoce. Empolgante.


Neste momento, os olhos do leão – azuis como devem ser – se fixam a tudo. Escancarados como dois poços profundos, cuja força parece esmagar tudo aquilo que cruza com eles.
Suas patas – afundadas no chão, com o que parece ser o peso de um filhote de elefante – se ficam na terra, parecendo feri-la quase tão facilmente quanto se rasga um papel.
Ele é enorme. E em sua juba traz luz suficiente para tapar o sol.
Ele está pronto. E acordado.
Atenção... ele logo vai atacar.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Marcando a Ferro...

Eu já pensei (e ainda penso) em tatuar no meu braço “Keep Walking”.
Até hoje não vejo algo melhor para se tatuar do que isso. Talvez as pessoas interpretassem errado. Mas, quem se importa? Elas adoram distorcer minhas palavras, então, qualquer coisa que fizesse seria distorcido.

A verdade é que tatuar isso significaria prometer a mim mesmo que sempre continuaria a andar, não importa a situação em que me encontrasse. Por mais que fosse terrível. Seria como se fosse um pacto de sangue – apesar disso soar estranhamente romântico demais.

Já fiz muitas promessas a mim mesmo. Algumas que não ouso dizer. Seria ruim estragar as surpresas que reservo – algumas das quais, farão várias pessoas se arrependeriam de ver.

Vários psicólogos (....) e filósofos acham que a pessoa é formulada, em caráter, a partir do ambiente ao qual são expostos. Ou aos ambientes, dependendo da situação. Acho que, talvez, estejam mesmo certos, apesar de pensar de forma diferente deles.
Eles crêem que um ambiente ruim, conseqüentemente, formaria um caráter ruim. E um ambiente bom formaria um caráter bom. Não creio que a questão seja realmente essa.

No meu caso, eu sempre fui exposto aos dois tipos de ambientes. Na minha casa, ou com os meus amigos, era exposto ao lado bom. Já exposto a pessoas deturpadas e sem motivo nem propósito, eu era exposto ao lado ruim. Mas acho que usar os termos “lado bom” e “lado ruim” seja algo católico demais a se dizer, e não é isso que eu quero que pensem.
O ambiente do “lado bom” me fazia pensar como um ser humano deveria. Fazia-me ter meu caráter.
O ambiente do “lado ruim”, ao invés de me fazer pensar como um animal (que é a forma de pensar das pessoas às quais fui exposto), me fez ter a determinação suficiente para sair, algum dia, de perto destes ambientes.

E acho que é isso que significa “Keep Walking” para mim. De certa forma, é a melhor maneira de exemplificar minha personalidade. Coincidência não?
A questão é que, ao ser exposto àquelas detestáveis pessoas às quais fui exposto, ganhei força de vontade suficiente para ultrapassar qualquer coisa que elas pudessem pôr contra mim, afim de me distanciar delas mesmas.
Minha futura – pois ainda a farei, tenham certeza – tatuagem, significa exatamente isso.

Quando me perguntaram, uma vez, numa mesa de almoço, se o que eu queria escrever em meu corpo era importante o suficiente para fazê-lo, eu não soube responder. Não por que não tinha resposta – eu sempre as tenho! – mas simplesmente por que não achei uma boa suficiente.
Agora eu já tenho essa resposta:

“Keep Walking”, para mim, é a promessa de que vou passar por cima de todos aqueles que querem me fazer mal. Passar por cima da maneira mais fria (que talvez pareça cruel, para os mais inocentes) e direta que for possível.
“Keep Walking”. É essa a promessa que gravarei em mim. Em letras pretas e muito bem desenhadas.

E é estranho como isso soa romântico, não acham?

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Jogando o Lixo...

Nietzsche, em sua máxima, dizia que o mundo era regido pela mesma energia por um espaço de tempo indeterminado. A energia era finita e relativamente curta, se comparada ao tempo, portanto, a mesma energia se repetia indefinidamente pela linha do tempo, até que esta chegasse ao fim.
Isso leva a uma conseqüência fatal. Isto é... Se você emana energia positiva, a mesma energia se repetirá pelo tempo da sua vida. O que é a mesma coisa que dizer que energia positiva atrai energia positiva e vice-versa.
Mas e quando a energia negativa não é nossa. Mas está em nós?

Sabe, o que me faz escrever sobre isso tudo agora é uma conversa que tive com alguém, a qual não direi o nome, por que não pedi autorização para isso.
Durante todo o tempo que reconheço como tempo, ou seja, todo o tempo que eu me lembre, eu sempre tive a mesma essência. Sempre falei o que vinha na minha cabeça, e que se danasse aquele que não gostasse do que eu dizia. Nunca me importei realmente com o que as pessoas fossem achar das minhas idéias, por mais absurdas que elas fossem!
Mas, apesar desse meu comportamento... livre – pois é isto que ele é – eu tinha (e talvez ainda tenha), uma mania cancerígena de, como disse, sabidamente, a pessoa com a qual eu estava conversando, assimilar o lixo que as pessoas mandavam de volta.
Nunca me importei em falar nada, mas assimilava o que as pessoas mandavam em troca.

Quando eu li isso – pois foi numa conversa de MSN, sempre o santo MSN – não sabia que reação tinha de tomar. Então, decidi simplesmente falar o que eu pensava. E o que eu pensava era que o que ela havia dito era a mais pura verdade; mas eu nunca me dera conta daquilo até aquele instante.

Voltando à questão inicial, da máxima de Nietzsche... Bom. Com o meu comportamento livre eu não guardava em mim nada que fosse ruim, não para mim. Mas, aderindo ao lixo que me jogavam, a energia negativa que vinha dos demais ficava em mim impregnada.
Portanto, chego à conclusão de que, se Nietzsche estiver certo – e eu acredito e concordo piamente nisso – eu, até então, tenho vivido a repetição da energia podre que jogam em mim.
Não me pergunto sobre o motivo de jogarem lixo. Por que simplesmente sei. Sei que a sociedade e, principalmente as pessoas que vivem nela, não suportam o livre-pensar.

A questão é que, com isso, tomei uma decisão. Um espírito livre, como considero o meu, não deve ter em suas asas lixo de pessoas corrompidas pela ignorância e falta de personalidade própria – o que, talvez, seja o tema para um próximo post.

Então, segurem-se. O lixo todo vai voltar para a boca de quem o lançou, e disso eu vou me certificar! É uma promessa.


E nada mais justo do que agradecer muito à pessoa que me fez ver isso. E ela sabe quem é.
Obrigado =D
Música: Lonely Day - System of a Down
E é isso. Sobre as novidades?
Ah... choveu.